Seja bem-vindo
Araraquara,19/05/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Araraquara realizou 1ª Conferência Municipal dos ODS com destaque para participação dos municípios na Agenda 2030

Lavito Person Motta Bacarissa defendeu que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável precisam chegar aos territórios e se transformar em políticas públicas concretas


Araraquara realizou 1ª Conferência Municipal dos ODS com destaque para participação dos municípios na Agenda 2030 Representantes do poder público, pesquisadores, lideranças sociais e comunidade participaram da 1ª Conferência Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Araraquara.
Publicidade

Araraquara realizou a 1ª Conferência Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um encontro voltado à reflexão sobre o presente e à construção de propostas para o futuro, alinhadas à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).


Promovida pela Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e da Subsecretaria de Políticas Públicas Étnico-Raciais, comandada pelo subsecretário Sumbunhe N’fanda, a conferência integrou a etapa preparatória da 1ª Conferência Nacional dos ODS.


Um dos principais destaques da programação foi a participação de Lavito Person Motta Bacarissa, secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em sua fala, ele reforçou que a Agenda 2030 precisa ser compreendida pela população de forma prática, próxima da realidade cotidiana.


Segundo Lavito, quando se fala em ODS e Agenda 2030, muitas pessoas ainda enxergam o tema como algo distante, frio ou excessivamente técnico. No entanto, ele destacou que os objetivos tratam diretamente de questões que fazem parte da vida da população.


“Quando a gente fala de combater as desigualdades, combater a fome, combater a miséria, discutir as questões de gênero, o trabalho decente e tantas outras discussões importantes, estamos falando da vida das pessoas”, afirmou.


Lavito também enfatizou que a participação ativa dos municípios é essencial para viabilizar a implementação territorial das metas globais. Para ele, não basta que a Agenda 2030 permaneça restrita aos organismos internacionais ou aos governos centrais; é preciso levá-la aos territórios, onde as demandas sociais se manifestam de forma concreta.


“Precisamos levar a centralidade dessas discussões para os territórios. É isso que está acontecendo aqui hoje em Araraquara”, destacou.


Durante sua participação, o secretário-executivo lembrou que o Brasil possui trajetória relevante nos debates internacionais sobre desenvolvimento sustentável. Ele citou marcos como a Rio-92, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a Rio+20 e, atualmente, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


“O Brasil tem um papel protagonista nas discussões sobre desenvolvimento sustentável desde 1992, passando pelos Objetivos do Milênio, pela Rio+20 e agora pela Agenda 2030”, pontuou.


Lavito também abordou o cenário global e chamou atenção para a crise do multilateralismo e da cooperação internacional. Segundo ele, os desafios climáticos, sociais e econômicos exigem respostas coletivas.


“O planeta já demonstra sinais de esgotamento. O modelo atual ultrapassou limites ambientais, sociais e econômicos. Por isso, os desafios são enormes”, avaliou.


Outro ponto de destaque foi a discussão sobre povos originários e comunidades tradicionais. Lavito ressaltou que os povos indígenas ainda sofrem os reflexos históricos da colonização e enfrentaram impactos desproporcionais durante a pandemia.


De acordo com ele, o governo federal tem buscado desenvolver políticas afirmativas e estruturantes para garantir a permanência, a segurança e os direitos desses povos em seus territórios.


Mesmo diante dos desafios, Lavito afirmou acreditar na transformação social.


“Não é uma questão de loucura e nem de utopia. É uma questão de justiça”, declarou.


A conferência teve como objetivo mobilizar a sociedade para o debate sobre desenvolvimento sustentável, fortalecendo a participação popular na elaboração de propostas voltadas à construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável.


Os ODS reúnem 17 metas globais estabelecidas pela ONU para enfrentar desafios como pobreza, desigualdade social, mudanças climáticas, educação, trabalho decente e direitos humanos. Em Araraquara, o debate também incluiu o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial, reforçando a equidade racial como eixo fundamental das políticas públicas.


A abertura contou com a presença do professor doutor Juarez Tadeu de Paula Xavier, jornalista, pesquisador e professor da Unesp, referência nas áreas de comunicação, diversidade, educação e combate ao racismo. Também participaram o professor doutor José Reis dos Santos Filho, o vereador João Clemente (PP), Cleuza Sueli, organizadora do evento, Luciana Gonçalves, presidente do COMCEDIR, e João Baptista Galhardo Júnior, ouvidor-geral da Prefeitura de Araraquara.


Ao final da conferência, a proposta foi consolidar diretrizes e sugestões para integrar políticas públicas locais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ampliando o diálogo entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.