Repasse emergencial evita colapso imediato na Santa Casa de Araraquara
Repasse emergencial de R$ 2 milhões feito pela Prefeitura afasta, neste momento, o risco de fechamento de 20 leitos e de demissão de 35 funcionários na Santa Casa de Araraquara.
Vereador Aluísio Boi (MDB), que também integra o Conselho da Santa Casa de Araraquara, levou à tribuna da Câmara o alerta sobre a crise financeira da instituição e o risco de fechamento de leitos. A Santa Casa de Araraquara esteve prestes a enfrentar mais um duro golpe em meio à crise financeira que se arrasta há meses. A ameaça de fechamento de 20 leitos de internação e a possível demissão de 35 funcionários só foi contida após a liberação emergencial de R$ 2 milhões pela Prefeitura, em uma tentativa de evitar o agravamento imediato da situação.
O alerta foi levado a público pelo vereador Aluísio Boi (MDB), que também integra o Conselho da Santa Casa. Da tribuna da Câmara Municipal, ele expôs a gravidade do quadro enfrentado pela instituição e chamou atenção para os impactos diretos da falta de repasses municipais ao longo de 2025.
Segundo Boi, a ausência desses recursos levou a Santa Casa a um cenário crítico, comprometendo a manutenção da estrutura hospitalar e ameaçando diretamente a continuidade dos atendimentos. A dívida acumulada, que chegou a cerca de R$ 16 milhões, passou a pressionar não apenas a gestão financeira da instituição, mas também a capacidade operacional do hospital.
Como conselheiro da Santa Casa, Aluísio Boi afirmou ter acompanhado de perto o avanço da crise e as dificuldades da direção para sustentar a demanda de internações, inclusive a absorvida pela rede pública por meio da UPA. O risco, segundo ele, era iminente e colocava em xeque tanto os empregos dos profissionais da saúde quanto a assistência prestada à população.
A denúncia provocou reação no meio político e mobilizou a Câmara Municipal, especialmente a Comissão de Saúde, em articulação com o Executivo e com a direção da instituição. As tratativas envolveram o prefeito, o secretário municipal Roberto Pereira e o provedor Jéferson Yashuda, em busca de uma alternativa urgente para impedir o corte de leitos e o impacto direto no atendimento hospitalar.
O repasse de R$ 2 milhões garantiu um alívio momentâneo ao caixa da Santa Casa e evitou, por ora, a adoção das medidas mais drásticas. A liberação do recurso trouxe tranquilidade temporária aos servidores e reduziu a pressão sobre a estrutura hospitalar, mas está longe de encerrar o problema.
Mesmo após o aporte, a situação da Santa Casa segue delicada. A dívida da instituição ainda gira em torno de R$ 14 milhões, mantendo o hospital sob forte tensão financeira. A principal preocupação agora é com a regularidade dos repasses mensais do município, estimados em R$ 1 milhão, considerados essenciais para impedir que a crise volte a ameaçar serviços e postos de trabalho.
O episódio expõe a fragilidade financeira de uma das principais instituições hospitalares de Araraquara e reforça o alerta sobre a necessidade de soluções permanentes. O repasse emergencial evitou um colapso imediato, mas a crise está longe do fim e continua exigindo ação rápida, articulação política e compromisso efetivo com a saúde pública.







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