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Araraquara,08/04/2026

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Rafael de Angeli parte para o ataque, enquadra Maria Paula e transforma sessão da Câmara em ringue político

Em discurso duro no plenário, presidente da Câmara de Araraquara reagiu às críticas, rejeitou pressão para agir fora da lei no caso da Morada do Sol S/A e partiu para o ataque ao cobrar promessas de campanha da vereadora petista


Rafael de Angeli parte para o ataque, enquadra Maria Paula e transforma sessão da Câmara em ringue político Rafael de Angeli sobe o tom na Câmara e deixa claro: fiscalização se faz com firmeza, responsabilidade e respeito à lei.
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A sessão da Câmara Municipal de Araraquara desta terça-feira, 7 de abril, pegou fogo com um discurso explosivo do presidente da Casa, Rafael de Angeli (Republicanos), direcionado à vereadora Maria Paula (PT). Em tom de enfrentamento, Rafael rebateu ironias, endureceu a resposta sobre o caso da Morada do Sol S/A e transformou a tribuna em palco de um dos momentos mais tensos do Legislativo neste início de ano.

Ao tratar da cobrança para que uma representante da empresa fosse levada ao plenário, Rafael foi categórico: disse ser favorável à presença dela na Câmara, mas afirmou que não aceitaria rasgar a legalidade para atender pressão política. Escorado em pareceres da Diretoria Legislativa e da Procuradoria, o presidente sustentou que o Regimento Interno não permite convocação coercitiva e classificou como absurdo qualquer pedido para que a polícia fosse usada para arrastar alguém até a tribuna. A resposta foi direta, dura e sem rodeios.

O clima esquentou ainda mais quando Rafael respondeu às provocações sobre não ser advogado. Visivelmente incomodado, ele afirmou que não é preciso ter formação em Direito para ocupar a presidência da Câmara e reforçou que, para isso, a Casa conta com procuradores e equipe técnica concursada. Na prática, o recado foi claro: ele não aceitaria ser desqualificado por adversários políticos por seguir orientação jurídica da própria estrutura do Legislativo.

Mas o auge do confronto veio nos minutos finais. Já em tom de ataque aberto, Rafael virou o foco para Maria Paula e lançou uma sequência de cobranças públicas sobre promessas feitas por ela durante a campanha. Da tribuna, questionou onde estariam a CNH gratuita, a faculdade prometida e o gabinete itinerante em Brasília. Repetindo “cadê?” em série, o presidente elevou a temperatura do debate e colocou a vereadora petista no centro de uma cobrança política pesada, diante de todo o plenário.





A fala escancarou o tamanho da crise política em torno da discussão sobre a Morada do Sol S/A e mostrou que o embate entre Rafael de Angeli e Maria Paula já ultrapassou o campo institucional. O que se viu em plenário foi um confronto aberto, com resposta atravessada, cobrança direta e um presidente disposto a sair da defensiva para partir ao ataque. A 57ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada em 7 de abril, acabou marcada por esse choque frontal entre presidência e oposição.




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