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Araraquara,01/04/2026

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Adriana Sanaanda

8 de março: nem parabéns nem flores

O melhor presente é ação!


8 de março: nem parabéns nem flores Porque o futuro não se constrói com flores. Se constrói com atitude.

2026 é aquele momento em que nós,mulheres, precisamos nos levantar. Não importa o que você faz, onde mora, comquem anda. Dentro do seu universo, levante-se. A gente precisa parar desustentar esse sistema apodrecido e começar a semear o solo fértil da novaterra, onde o mundo é gentil e a vida presta muito.

O nosso basta deve virar ação.Esse é o momento. O patriarcado intensifica uma onda cada vez mais frequente ecruel de abusos e assassinatos de mulheres, sob mais um ataque na tentativa desilenciamento. Isso é milenar. Só que o Futuro é Feminino e ele começa a serconstruído agora.

No Brasil, nós, mulheres,representamos atualmente 51,1% da população, estimada em 212 milhões pelo IBGE.Somos a maioria e essa maioria tem a grande oportunidade de se posicionar de umaforma muito potente diante dos acontecimentos desafiadores do último período.

Na semana passada vi um post numarede social informando qual é a penalidade aplicada se um desembargador é condenadopor estup@o. Nesse caso, ele seria exonerado do cargo que ocupa no Judiciário eteria que entrar imediatamente em uma aposentadoria vitalícia. Oi?! Pois é.Sabia disso? Eu não sabia. E sabe qual é o valor dessa aposentadoria?! Em tornode R$ 40 mil.

É isso, o servidor que ocupa umdos cargos mais altos do Poder Judiciário comete um crime de estup@o, écondenado e nós, mulheres, pagamos para ele viver confortavelmente sem nemprecisar trabalhar.  

A legislação precisa mudar.

Nos últimos dias eu também li como coração dilacerado sobre o estup@o coletivo de uma menina de 17 anos numaemboscada preparada pelo ex-namorado e sobre a violação e assassinato de umafreira de 82 anos dentro do convento. Seis homens adultos são os autores, 5deles seria a 3ª vez que praticam esse tipo de crime _ estup@o coletivo.

Do futuro deles ainda não temosinformações. Mas sabemos que nada pode acontecer ou, no máximo, uma passagemrápida pela cadeia. Então, eu pergunto a você, mulher como eu, qual interessenós temos em manter essa dinâmica?   Depoisque praticaram crimes tão bárbaros, você se sente segura em saber que esseshomens vão voltar a conviver em sociedade? Pra que?!

A legislação precisa mudar.

Não estaria diante de nós anecessidade de discutir, como sociedade, penalidades mais severas como prisãoperpétua para crimes de feminicídio, estup@o e pedofilia, entre outros? Nãoseria o momento ideal para nos unirmos aos movimentos que estão propondo açõespráticas e objetivas para pressionar o Congresso Nacional e impedir legalmente queesses crimes continuem acontecendo?

Este é o momento para nosposicionarmos em todas as áreas.

No Congresso Nacional hoje são 93deputadas e 16 senadoras. Não chega a 20% do total entre Câmara e Senado. O quedevemos nos perguntar?!  Pra quecontinuaremos votando em homens que só aprovam leis que prejudicam mulheres,crianças e animais? De verdade, por que não decidimos juntas inverter essalógica e formar, através do voto, um Congresso composto por 80% de mulheres?!

Reflita sobre isso.

Olhe também para os seusrelacionamentos. Como está isso dentro da sua casa? O seu companheiro é de fatoseu companheiro ou só defende igualdade nas redes sociais?  Pesquisas indicam que 45% das brasileirasapresentaram algum transtorno emocional/mental no pós-pandemia. Entre as causasestão principalmente a jornada tripla de trabalho (emprego, casa, maternidade)e a violência psicológica. A divisão das responsabilidades domésticas estáacordada ou o assunto ainda é tabu por aí? Você continua responsável por tudo?

As mulheres, segundo dados doMinistério da Previdência Social, representaram 60% dos afastamentos detrabalho por transtornos mentais em 2025. Foram mais de 500 mil pedidos deafastamento em sua, maioria, por ansiedade e depressão. A vida vai perdendosentido antes da primeira agressão física. Não espere. Levante-se. Peça ajuda.

Nem parabéns nem flores. Este anosomos consciência e ação.

 

Adriana Sanaanda

Terapeuta Especialista em Saúde Mental



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